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TOXICIDADE

  • Doses por IV de 57 mg/kg e oralmente de 18-50 g; 
  • Dose de 3 g, num paciente de 5 anos [1].
Fatal:
Populações de maior risco:
Fetos e recém-nascidos:
o metabolismo das metilxantinas está diminuído em grávidas, fetos e recém nascidos, pelo que, apesar de parecer apresentar efeitos positivos no desenvolvimento da função pulmonar e do SNC, podem existir efeitos a longo-prazo, tais como comportamento e controlo respiratório alterados [2].
Historial de úlceras pépticas:
visto que foi sugerido que a cafeína pode ser responsável pelo aparecimento de úlceras gástricas, o seu consumo deve ser feito com moderação em pacientes com esse historial [1].
Historial de arritmias sintomáticas:
devido a uma suspeita de possuir um potencial arritmogénico, não é recomendado o consumo de cafeína nem a pacientes com arritmias cardíacas sintomáticas e/ou palpitações nem nas semanas posteriores a um enfarte agudo do miocárdio [1].
Tratamento em caso de emergência:
  • A absorção pode ser reduzida através de carvão ativado e a eliminação pode ser aumentada através de hemodiálise em casos mais graves.
  • No caso de problemas na respiração, é necessário recorrer à respiração artificial e à admnistração de oxigénio
  • É também necessária a monotorização para a ocorrência de edemas, arritmias, choque ou espamos e o tratamento adequado na ocorrência dos mesmos [3,4].
Interações com medicamentos:
  • Dado que a cafeína é metabolizada pelo CYP450 1A2, as interações entre esta e medicamentos tende a ocorrer ao nível desta enzima, quer pela sua inibição, quer pelo metabolismo de outros compostos em simultâneo.
  • Assim, deve ser evitada a toma de cafeína em simultâneo com alguma terapêutica que seja metabolizada por esta enzima, exceto em casos que já tenha sido demonstrado que não existe nenhuma interação [5].

1. American Society of Health-System Pharmacists (2013) Drug Information. Bethesda, MD. 2013, 2569

2. Aden, U. (2011) Handbook of Experimental Pharmacology (200),373-89

3. Olson, K. (2012) Poisoning and Drug Overdose, Sixth Edition, 155

4. Currance, P., Clements, B., Bronstein, A. (2005) Emergency Care For Hazardous Materials Exposure. 3E, 160

5. Carrillo, J., Benitez, J. (2000) Clinically Significant Pharmokinetic Interactions Between Dietary Caffeine and Medications, Clinical Pharmokinetcs 39(2), 127-153

© Toxicologia Mecanística 2015/2016 FFUP

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